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Na varanda da estância, o sol se põe devagar

Na varanda da estância, o sol se põe devagar

valseado pampeano

Na varanda da estância, o sol se põe devagar
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Letra
Na varanda da estância, o sol se põe devagar,  
Meu velho pai, cansado, ainda insiste em bailar.  
Com a prenda a seu lado, recorda os dias de glória,  
O arrastar dos pés no chão, conta sua história.  

Meu pai já não é o mesmo, mas a alma ainda dança,  
Ao som da gaita suave, renasce sua esperança.  

As rugas contam segredos de um tempo que se foi,  
Tantas lidas no pampa, um guerreiro que não se dobra.  
Nos braços da prenda querida, ele volta a sonhar,  
A valsa pampeana faz o coração pulsar.  

Meu pai já não é o mesmo, mas a alma ainda dança,  
Ao som da gaita suave, renasce sua esperança.  

Na lembrança, a querência, a juventude que passou,  
E no balançar da dança, o carinho que ficou.  

Meu pai já não é o mesmo, mas a alma ainda dança,  
Ao som da gaita suave, renasce sua esperança.

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